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Sinéquias uterinas

As sinéquias uterinas ocorrem principalmente como conseqüência de processos infecciosos intra-uterinos ou após procedimentos cirúrgicos, como a curetagem uterina.



A incidência de sinéquias uterinas após uma cuteragem é de aproximadamente 16%. Após duas ou três curetagens, a incidência pode chegar a 32%, sendo o quadro moderado a severo.



Classificação histeroscópica das sinéquias uterinas:
- Mínimas: menos de ¼ da cavidade, com óstios e fundo livres;
- Moderadas: ¼ a ¾ da cavidade, óstios ocluídos, sem aglutinação das
   paredes;
- Graves: aglutinação das paredes com aderências espessas.


A presença de sinéquias intra-uterinas pode estar associada a alterações do padrão menstrual, devido à redução da superfície de endométrio ativo, podendo se manifestar por hipomenorréia ou amenorréia.
Está também associada a alterações da capacidade reprodutiva, manifestada por infertilidade ou mesmo abortamento habitual.



A histeroscopia cirúrgica é o procedimento de escolha para tratamento das sinéquias uterinas. O tratamento histeroscópico para Síndrome de Asherman  parece ser efetivo para a restauração da funcionalidade da cavidade uterina. Determina retorno à normalidade menstrual em 85% dos casos, reconstrução da cavidade uterina normal em 50 a 97% das pacientes, com taxas gravidez de 42,8% (62,5% para pacientes com menos de 35 anos) .



A principal complicação relacionada à gestação pós-tratamento é o sangramento por placentação anormal.
Está indicada, no pós-operatório, realização de revisão histeroscópica após 30-60 dias como único procedimento (Luca Mencaglia e col; Histeroscopia Cirúrgica, 2004) ou associado à estrogenioterapia, na dose de 4 mg estradiol/dia x 60 dias.


O uso de DIU não é mais recomendado pela maioria dos autores por não mostrar resultados superiores a estrogenioterapia.

 

 

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