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Pólipo endometrial

Os pólipos endometriais se originam como uma área de hiperplasia focal da camada basal do endométrio e se desenvolvem como uma forma de crescimento localizado que se estende para cima através de camada funcional, para se projetar na cavidade uterina.

 

Pólipos crescem em resposta ao efeito proliferativo de estrógenos, que não pode ser revertido pelo uso simultâneo de progestinas.
Embora os pólipos tenham receptores hormonais e possam crescer em resposta a estes hormônios, seu crescimento não é totalmente dependente de estímulo estrogênico.

 

A prevalência dos pólipos endometriais na população feminina em geral é de 24-25% (Kurman,1987; Savelli, 2003). É mais freqüente em pacientes multíparas, e o pico etário de incidência está situado entre os 40 e 50 anos.
Os principais sintomas associados à presença dos pólipos são: sangramento anormal na pré-menopausa, sangramento após a menopausa (em ambas, usuárias e não usuárias de terapia hormonal) e infertilidade.


O sangramento uterino anormal ocorre em 94% das pacientes com pólipos funcionais e em 38% das pacientes com pólipos não funcionais. Aproximadamente 31,1% das pacientes com pólipos são assintomáticas (Goldstein, 2002). A incidência de sangramento associado à presença de pólipos endometriais é três vezes maior na idade reprodutiva do que na menopausa.

 

A histeroscopia cirúrgica é um método seguro e eficaz no tratamento dos pólipos endometriais, com melhora do padrão de sangramento na grande maioria das pacientes.

 

Lass, em 1999, observou que as perdas gestacionais foram três vezes maiores em pacientes submetidas à fertilização in vitro na presença de pólipos em relação grupo pós- polipectomia (27,3% para 10,3%).
A analise estatística demonstrou aumento das taxas de gestação após polipectomia e que grandes pólipos e miomas contribuem para infertilidade e devem ser removidos. O procedimento histeroscópico para remoção de lesões não diminui as chances de sucesso na implantação.

 

Embora sejam geralmente benignos, ocasionalmente um foco de malignidade pode ser encontrado em pólipos uterinos. As taxas de malignização dos pólipos endometriais são geralmente inferiores a 3%. Observou-se, entretanto, alta prevalência de pólipos endometriais em úteros com câncer endometrial (34%)(Peterson, 1985, Armenia, 1967).

 

O aspecto macroscópico de benignidade dos pólipos endometriais à histeroscopia e à ultra-sonografia não exclui malignidade. (P.Reis, 2001, Goldstein, 2002).

 

Vários autores sugerem que pólipos endometriais em pacientes pós-menopausa devam ser removidos e examinados histologicamente a despeito da aparência de benignidade.

 

O desenvolvimento de pólipos é frequentemente observado em pacientes usuárias de tamoxifeno. A tendência em apresentar patologia endometrial benigna e câncer de endométrio aumenta com o tempo de uso e dosagem acumulada da medicação (Neven, 2001).
A prevalência de pólipo endometrial entre usuárias da medicação é de 18% (Vosse, 2002), com taxas de malignidade em torno de 10,7% (Schlesinger, 1998).

 


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